sexta-feira, 27 de março de 2009

Deus tem um plano para a sexualidade?

Por: ALMAS, A. C.
Ao longo da história, o homem tem se perguntado sobre o sentido e o fim último da vida, da existência, do tempo, do amor, do bem e do mal e, também, da sexualidade. Sobretudo, parece que ultimamente, mais do que questionar outras coisas, se questiona sobre a sexualidade. Basta ver os outdoors nas avenidas, os comerciais na televisão, abrir qualquer revista, para encontrar alguma coisa sobre a sexualidade. Infelizmente, não procuramos informações sobre a sexualidade com o Criador da mesma, mas com outros aprendizes que só têm “meias verdades”, para não dizer “mentiras completas”, que inclusive nos fazem pensar que Deus não tem nada a ver com a sexualidade e acreditamos que “outros” podem ter uma melhor explicação sobre este tema.
Porém não é assim, podemos observar atualmente duas posturas extremistas e equivocadas sobre a sexualidade:
1. Em um extremo, encontra-se a postura hedonista e utilitarista, na qual o único objetivo é satisfazer os impulsos e os sentidos, o mais importante é o prazer e a gratificação física, que EU me sinta bem. O mais grave desta postura é reduzir as pessoas a simples objetos sexuais e meios para atingir o bem-estar.
2. No outro extremo, encontramo-nos com a postura que vê a sexualidade como um tabu, como algo que causa vergonha, que é sujo e indigno, que somente se pode tolerar para a procriação, alguma coisa parecida com “um mal necessário”.
Ambas as posturas são erradas, já que a concepção CORRETA DA SEXUALIDADE (por assim dizer) é a que dá a este aspecto da vida seu justo valor como um dom de Deus, ofertado ao homem para fazê-lo co-participante da criação por meio da fecundidade que surge da entrega de amor esponsal entre o homem e a mulher.
A sexualidade concorda com o plano de Deus quando respeita seus dois fins: UNITIVO E PROCRIADOR.
- UNITIVO: isto é, quando a sexualidade é um meio para expressar amor. Por exemplo, os esposos "quando exercem sua sexualidade" realizam um ato de entrega e, portanto, é bom e lícito que gozem do prazer que a relação sexual implica. De fato, este prazer físico também é uma capacidade que Deus dá ao ser humano e que tem como finalidade a união dos esposos.
- PROCRIADOR: ou seja, que está aberto à vida. Ter a consciência de que o amor em si mesmo é fecundo.
Neste sentido, a sexualidade em si não pode ser considerada como alguma coisa “má”, ao contrário, desde sua origem provém de Deus e, por natureza, é BOA; inclusive, por estar unida à fecundidade, poderíamos chamá-la “sagrada”. No entanto, não devemos esquecer o fato de que, devido à natureza decaída do homem e como conseqüência do pecado original, a sexualidade, enquanto não for corretamente entendida e não estiver dirigida e integrada ao amor, pode chegar a ser uma ocasião de pecado, isto é, pode prejudicar a relação de amor entre Deus e o ser humano. Vale a pena lembrar que embora “a carne seja fraca”, todo homem possui a faculdade da liberdade, a vontade e a inteligência que lhe permitem viver a sexualidade conforme o desígnio de Deus.
Se tivermos alguma dúvida sobre o desígnio de Deus para a sexualidade, podemos aceitar como guia o sexto e o nono mandamento da Lei de Deus, para que desta maneira descubramos que a sexualidade faz parte de nossa natureza, sendo uma forma de ser pessoa, e que o ato sexual, exclusivo do matrimônio, é um presente de Deus para o amor. E, como se fosse pouco, leva implícito o dom da fecundidade. Portanto, a sexualidade é BOA porque nos faz semelhantes a nosso Criador, nos faz ser realmente imagem de um Deus que AMA e que dá VIDA.

As relações sexual são mas em si mesma??

Por: Diana García

As tendências e as pulsões instintivas não são más, o que está mal é separá-las do espírito e desconectá-las dos valores que lhes proporcionam sua dimensão e sentido.
Ensinar que cada um pode fazer o que quiser com seu corpo e com os fenômenos que nele acontecem significa fechar o homem em si mesmo. É impossibilitá-lo a viver um processo de formação para o amor, que lhe dê a liberdade interior suficiente para saber hierarquizar os valores e conceder a primazia aos mais elevados.
Quando os noivos optam e caem nas relações pré-matrimoniais estão realizando um gesto enganoso e sem sentido. A relação dos noivos será afetada por este início errado, que costuma levar à desilusão e à cegueira diante dos valores em torno aos quais o amor é construído. Estas experiências cegas conduzem os noivos a não ver os caminhos através dos quais a sexualidade se integra ao dinamismo do amor, chamando ao compromisso matrimonial.
As relações pré-matrimoniais fazem com que o homem e a mulher se tornem mais egoístas, concentrando-os em si mesmos e obsessionando-os com os impulsos sexuais. Os desorienta e deprime.
O gesto sexual não deve ser um gesto para o “eu” de cada um, mas para o “nós” do casal e para a comunidade famíliar e social na qual todo homem nasce para a vida e deve florescer no amor; isto é, deve ser verdadeiro em todas suas dimensões. Este gesto de verdade só é assim quando reúne as condições de compromisso total e definitivo no casamento.
Por este motivo, a Igreja diz que fora do casamento “por mais firme que for o propósito daqueles que se comprometem nestas relações prematuras, não há dúvida de que tais relações não garantem que a sinceridade e a fidelidade da relação interpessoal entre um homem e uma mulher estejam asseguradas e, sobretudo, protegidas contra os vaivéns e as veleidades das paixões”. Não é suficiente o sentimento ou o desejo, nem a atração e a paixão, nem ainda a decisão parcial do casal.
Fora do compromisso matrimonial, as relações sexuais são perturbadoras e desaconselháveis porque emitem um sinal que não corresponde à verdade das pessoas.
No namoro, a exigência das relações pré-matrimoniais é ilegítima, é uma prática errada ou uma chantagem indigna.
A cultura dominante atual trata de nos seduzir com a força poderosa e sutil das imagens e com os impatos afetivos.
Por isso, é preciso distinguir o bem do mal nos níveis mais profundos da afetividade, para não ser manipulados e arrastados pela libertinagem. Distinguir entre os bons e os maus espíritos. O hedonismo, a procura de prazeres imediatos e o subjetivismo moral criam uma confusão desintegradora da consciência, especialmente entre os jovens.
Referência: Sagrada Congregação para a Doutrina da Fé. “Declaração sobre certas questões de ética sexual”. Roma. 1975.

©2009 '' Por Renan jacobem pinheiro